O MPF — Ministério Público Federal — realizou investigação que apontou que todas as emendas parlamentares dos anos de 2020 a 2025 tinham destino definido: recapeamento de vias urbanas e manutenção de estradas vicinais, mas que, segundo o MPF, seriam usadas para realização de shows, dentre estes estava o polêmico show de Bruno e Marrone, que foi cancelado por determinação do TCE/TO, após identificar irregularidades na licitação de contratação da dupla sertaneja que ficaria ao custo de R$ 1,1 milhão. Ainda conforme o MPF, esse valor seria parcialmente custeado com recursos federais oriundos das chamadas emendas pix, que estão sob investigação.
Esse novo fato derruba a tese da prefeitura municipal de que os recursos possuíam uso exclusivo para o setor cultural. Na verdade, conforme apuração do MPF, os recursos que iriam ser usados estavam tendo desvio de finalidade, o que seria para pavimentação, estava sendo usado para realização de shows. O MPF alerta que o uso indevido de emendas pode gerar responsabilização civil, administrativa e criminal dos gestores envolvidos.