Uma apuração do Jornal Opção, de Palmas, traz a elaboração de um possível dossiê sobre os 90 dias da gestão interina de Laurez, que pode embasar a abertura de um processo de impeachment contra o vice-governador. Segundo essa apuração, o material reuniria atos administrativos e decisões adotadas no período em que o vice ocupou o comando do executivo estadual. Para a abertura do processo, são precisas 17 assinaturas dos 24 deputados.
Essa notícia do Jornal Opção se alinha com a notícia divulgada pela revista Veja essa semana, que, segundo ela, Wanderlei poderia renunciar para concorrer ao cargo de senador, fato que seria impossível com Laurez como vice, dado o momento de extrema briga política entre os dois. Se as apurações se confirmarem, quem se beneficia no final é o presidente da Assembleia, Amélio Cayres.
Como ficaria a disputa caso Laurez sofra impeachment e Wanderlei dispute o Senado?
O presidente da ALETO, Amélio Cayres, já demonstrou seu desejo de ser candidato ao governo e, com esse cenário que se desenha, ele poderá disputar sendo o governador, o que lhe dará mais potencial de vitória e, provavelmente, tendo Wanderlei Barbosa e Alexandre Guimarães como candidatos ao senado. Antes do afastamento de Wanderlei, o nome de Amélio já era certo entre o grupo governista, o que mudou após o afastamento. Se acaso acontecer o impeachment do vice, volta-se ao plano original.
Deputados do Republicanos avaliam filiar-se ao MDB
Corre a notícia de que ao menos seis deputados estaduais planejam migrar para o MDB, dentre eles tem deputado do Republicanos, do governador Wanderlei Barbosa. A sigla no estado é comandada pelo deputado federal Alexandre Guimarães, que é pré-candidato ao Senado. Alexandre é grande entusiasta da pré-candidatura de Amélio ao governo, e a possível filiação desses deputados é outro fator que se liga ao possível processo de impeachment contra Laurez e à renúncia de Wanderlei para concorrer ao senado. Com o fortalecimento do MDB, teria aí uma chapa quase que imbatível. Republicanos com o candidato ao governo, Amélio Cayres, e ao senado, Wanderlei, e o MDB com a outra vaga, Alexander Guimarães.
Junto a essa majoritária, entrariam também o Solidariedade e outros partidos aliados. O governador Wanderlei já teria conversado com o ex-governador Sandoval Cardoso para que este se filie ao Solidariedade e concorra à Câmara Federal pela sigla. São articulações que, se confirmadas, mostram que o grupo governista nunca deixou o plano original: Amélio Governador e Wanderlei ao senado, acrescentando agora aí Alexander Guimarães e a opção por Dorinha passa pela falha desse plano.