Caso das cestas básicas: Wanderlei Barbosa é inocente ou um culpado com privilégios?

março 28, 2026
2 minutos de leitura
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O esquema das cestas básicas que culminou no afastamento do governador Wanderlei Barbosa no ano passado ainda está vivo na mente do eleitor tocantinense. Apesar de manter uma boa aprovação, Wanderlei Barbosa deve se preocupar com os desdobramentos políticos que o caso pode gerar. A pergunta que deve permear a cabeça do eleitor é: Wanderlei é inocente ou é um culpado com privilégios? As investigações da Polícia Federal capturaram conversas entre interlocutores do esquema, que chamam o governador de “guloso”, por estender o estado de calamidade no Tocantins, o que obrigaria em mais compras de cestas básicas. 

Em outro ponto das conversas, os acusados dizem: “Saiu da mão de um malandro (Carlesse) e caiu na mão de outro (Wanderlei)”. Na ocasião, o governador afirmou que recebeu a decisão do afastamento com surpresa e que iria lutar para ficar no cargo. A PF também apurou que haveria na Setas “esquema sistemático” de desvio de recursos públicos. Segundo ainda a Polícia Federal, a pasta havia sido politicamente atribuída a Wanderlei Barbosa enquanto ele ainda era vice-governador, ou seja, ele atuava lá dentro desde a época de vice-governador. 

Em uma das interceptações, PC Lustosa, um dos organizadores do esquema, diz: “Cara, sai da mão do CARLESSE entra na mão do WANDERLEI, meu do céu véi, cê não imagina o esquema que esses caras tão montando aí. Então assim, eu acho que tem que, tem que rever um monte de coisa aí viu bicho. Tá difícil, ficou um lugar difícil”. 

PC Lustosa deixa claro que o esquema tomaria proporções muito maiores com Wanderlei no comando do Palácio Araguaia. Essas são falas interceptadas pela Polícia Federal que embasaram o pedido de afastamento.

O retorno 

O retorno de Wanderlei ao cargo após 90 dias foi celebrado com muita alegria, mas as recentes falas do governador colocam dúvidas sobre a inocência dele no caso. Durante o evento de encontro de vereadores do Estado do Tocantins, o governador desafiou o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins: 

“Quero que paute o impeachment, porque a mesma Polícia Federal que foi na minha casa, foi na casa de vocês.” As palavras do governador soaram como uma ameaça, como quem diz: ‘Se eu cair, vocês também caem’. Momento antes do início do evento e dessa primeira fala do governador, houve outra que também chamou a atenção de quem ouviu. O governador deixou entendido que o seu retorno se deveu muito às ações dos senadores Eduardo Gomes e Dorinha em instâncias judiciais superiores, levando novamente à pergunta: Wanderlei é inocente ou um culpado com privilégios?

Deputados estaduais 

Os parlamentares tocantinenses também foram alvos de busca e apreensão em seus gabinetes e casas, no entanto, nada foi encontrado que os ligasse ao esquema. Um ponto importante que deve ser ressaltado é que deputado não é ordenador de despesa, ele não paga e nem compra nada que seja de responsabilidade do executivo, no caso, as cestas básicas eram de competência do executivo a compra e a distribuição. Então, a insinuação do governador não tem base na realidade. 

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