O povo precisa de diversão, mas pagar R$ 750 mil para Pablo do Arrocha enquanto há ruas sem em situação precária não pode ser moralmente aceito

maio 5, 2026
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A eterna briga entre a legalidade e a moralidade em contratos de prefeituras Brasil afora deve ser debatida com mais ênfase. O que deve ser colocado em prática, a legalidade ou a moralidade? Ser legalmente aceito não significa ser moralmente ético. Em uma cidade que precisa de reformas estruturais, gastar R$ 750 mil em um show que dura no máximo uma hora pode ser legalmente aceito, mas não é moralmente ético ao privilegiar o divertimento em detrimento da dignidade humana. 

Mas onde será gasto R$ 750 mil em show? Estamos nos referindo à cidade de Augustinópolis, que irá pagar esse valor ao cantor de arrocha Pablo para ficar no palco por míseros 60 minutos. Enquanto vemos denúncias de ruas sem pavimentação asfáltica, lixão no meio da cidade, em alguns casos lixo doméstico sem recolher e um futuro incerto pela frente, o dinheiro que poderia ser gasto para amenizar essas problemáticas está indo para o bolso de um ilustre cantor, sabe-se lá de onde. 

O povo precisa de diversão? Sim, mas também precisa de qualidade de vida e, tendo que escolher entre os dois, a melhor opção é investimento em infraestrutura, que pode garantir essa qualidade de vida. 

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