A emoção do futebol passa, mas as consequências do voto permanecem. Nas próximas eleições, o Tocantins precisa escolher representantes que conheçam o Estado, respeitem sua gente e tenham compromisso verdadeiro com o seu desenvolvimento.
A Copa do Mundo chegou ao fim com a vitória da Espanha sobre a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo, 19 de julho de 2026. Agora que as atenções deixam os gramados, é hora de voltarmos os olhos para uma decisão igualmente importante: o futuro político do nosso Estado.
No dia 4 de outubro de 2026, o povo brasileiro voltará às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Para nós, tocantinenses, será o momento de refletir sobre quem verdadeiramente conhece a nossa realidade e está preparado para representar os interesses da nossa população.
O Tocantins precisa de representantes que tenham ligação verdadeira com esta terra; pessoas que conheçam a nossa cultura, o nosso sotaque, os nossos costumes e, sobretudo, as dificuldades enfrentadas diariamente pelo nosso povo.
Precisamos de candidatos que saibam onde estão os problemas porque já percorreram nossas cidades, distritos, povoados, assentamentos e comunidades rurais. Representantes que não precisem de GPS para descobrir os caminhos do Tocantins, porque conhecem de perto o Bico do Papagaio, o Jalapão, o Cantão, o sudeste, a região central e o sul do Estado.
Mas não basta ter nascido no Tocantins ou dizer que conhece nossa gente. É necessário demonstrar trabalho, compromisso, preparo, honestidade e resultados. O eleitor deve analisar a história de cada candidato, suas propostas, suas alianças, suas atitudes e, principalmente, aquilo que já fez pela população.
Nosso Estado ainda enfrenta grandes desafios. Precisamos melhorar a saúde pública, fortalecer os hospitais regionais, ampliar as oportunidades de emprego, apoiar os produtores rurais, investir na educação, valorizar os servidores públicos, incentivar o esporte, desenvolver o turismo e garantir infraestrutura para todos os municípios.
Essas conquistas dependem de representantes que estejam presentes não apenas durante a campanha, mas durante todo o mandato. Pessoas que voltem às cidades, prestem contas, escutem as comunidades e defendam o Tocantins onde as decisões são tomadas.
Por isso, faço um pedido sincero a cada eleitor e a cada eleitora: não venda o seu voto. Quem compra votos não está interessado em servir à população, mas em recuperar, depois da eleição, aquilo que gastou para chegar ao poder.
O voto pode parecer apenas um número registrado na urna, mas ele determina quem administrará os recursos públicos, quem criará as leis e quem defenderá os interesses do nosso Estado. Um benefício momentâneo pode durar apenas algumas horas; as consequências de uma escolha equivocada podem permanecer por quatro anos.
Não troque o futuro da sua família por dinheiro, combustível, cesta básica, promessa de emprego ou qualquer vantagem passageira. O voto não tem preço — o voto tem consequências.
Apoie candidatos que trabalhem de verdade em favor do Tocantins. Escolha pessoas que conheçam nossa realidade, respeitem nossa cultura e tenham compromisso com as necessidades da população. Pesquise, compare propostas, observe o passado de cada candidato e vote com consciência.
A Copa do Mundo terminou e a Espanha levantou a taça. Agora, a maior vitória que podemos construir é a vitória do povo tocantinense: uma vitória baseada na consciência, na dignidade e na esperança de um Estado mais justo, desenvolvido e respeitado.
O futuro do Tocantins não será decidido nos gramados. Será decidido nas urnas — e essa responsabilidade está nas mãos de cada um de nós.