A segunda maior cidade do Estado do Tocantins, Araguaína, ficará sem os atendimentos realizados pelo SUS no Hospital Dom Orione. A decisão do hospital em suspender os atendimentos pelo SUS nasceu de uma inadimplência do governo de Wanderlei Barbosa de R$ 50 milhões, que terá desdobramentos na vida do mais pobre que precisa desse serviço e elevará o caos da saúde pública a níveis mais alarmantes.
Anúncio da suspensão dos atendimentos no Dom Orione é apenas uma pequena faísca no meio de um fogaréu de irresponsabilidades que estão levando a saúde pública do Tocantins ao colapso.
O HGP, maior hospital público do Tocantins, vive dias de calamidade. Corredores lotados por falta de leitos, pacientes com graves problemas sem atendimento e, pasmem, em um certo momento já chegou a faltar energia. Esses problemas também se estendem pelo interior do estado, onde já foram registradas mortes de adultos e crianças, algumas delas por falta de uma ambulância. Com a suspensão dos atendimentos pelo Dom Orione, desenha-se um cenário apocalíptico; os problemas que assolam a população tendem a se intensificar e tornar a vida dos pacientes do SUS ainda mais perturbadora.
Diante desse caos estabelecido, o governador Wanderlei Barbosa se ocupa a passar dias na chácara do Catoá — de quem é mesmo essa chácara, alguém sabe? — bebendo, curtindo e saboreando uma galinha caipira em um fogão do governo do Tocantins — talvez o pobre não tenha condições de comprar um para ele — totalmente alheio ao sofrimento da população.