Há um pouco mais de 90 dias, a prefeita de Praia Norte estava sendo afastada por um crime que não cometeu. Sim, e vou explicar por que o crime não foi cometido por ela. Na denúncia que embasou o afastamento, cita-se uma empresa que, conforme essa denúncia, estaria sendo utilizada para desviar verba da prefeitura. Mas de quem é essa empresa? Vamos lá. A empresa está no nome de uma namorada do vice-prefeito, que assumiu interinamente durante o período de afastamento. Se a empresa está no nome de uma pessoa ligada ao vice-prefeito, por que ele também não foi afastado? Aí entra o esquema.
O afastamento da prefeita Bruna fez parte de um plano arquitetado com fins políticos, isso se evidencia no não afastamento do vice-prefeito e no anúncio do rompimento após este assumir interinamente. Ah! Vamos aqui ressaltar um áudio da suposta dona da empresa pivô do afastamento. Nele, afirma que não sabia ser a dona da empresa, então, entende-se que o controlador era o vice-prefeito, aumentando as suspeitas de um golpe articulado.
As informações são de que era o Cabeça — vice-prefeito — que tinha controle sobre a secretaria de infraestrutura, nada passava por lá sem o aval dele. Esse foi o erro de Bruna. A prefeita de Praia Norte tinha total confiança em seu vice, não sabendo ela o que viria lá na frente. Ela foi vítima da própria confiança. Vamos acrescentar outro ingrediente nessa história. Os adversários da prefeita Bruna entraram com um pedido de impeachment da prefeita Bruna, ignorando completamente o fato de a empresa estar no nome de uma parceira do Cabeça e pouparam ele. Estava tudo ajeitado para colocar o vice no lugar, não importando as evidências que o colocavam na cena do crime.
Ontem, o TJ/TO determinou o retorno imediato de Bruna, derrubando uma cautelar que a impedia. O TJ deu um sinal para quem sabe ler nas entrelinhas: ‘o período em que a prefeita Bruna esteve fora do comando da prefeitura de Praia Norte serviu para estender as investigações sem interferências da chefe do executivo. Findados os 90 dias de afastamento, não encontrou-se nada que desabone a conduta da prefeita. Mas e a empresa e o Cabeça? Vamos lá.
Segundo informações, uma denúncia no Ministério Público foi protocolada, anexando as provas que ligam o vice-prefeito Cabeça à dona da empresa e seu possível controle societário sobre a empresa investigada. Na peça apresentada ao MP, contém o áudio da suposta dona afirmando não saber ser dona. Haverá mais desdobramentos dessa história que trará em evidência o verdadeiro vilão dessa obra digna de um filme.