A inevitável aliança entre o presidente da ALETO — Assembleia Legislativa do Tocantins —, Amélio Cayres, e o deputado federal Vicentinho Júnior movimenta o tabuleiro político tocantinense e coloca pressão sobre a chapa governista. Nos bastidores, se fala em duas possíveis composições: diz-se que Amélio teria aceito ser vice de Vicentinho Júnior e a outra possibilidade seria Amélio assumir uma vaga como candidato ao Senado. A última pesquisa realizada pelo instituto Exata coloca Vicentinho Júnior com três pontos à frente da segunda colocada e com a menor rejeição entre os governadoriáveis. A possível chapa vicentina pode ainda contar com o vice-prefeito de Palmas, Carlos Veloso.
Também há a expectativa de que Cayres possa filiar-se ao MDB — Movimento Democrático Brasileiro — amanhã, 31, deixando o Republicanos do governador Wanderlei Barbosa. A aliança fez o grupo governista recalcular a rota e, segundo informações, pode fazer mudanças no quadro de candidatos da majoritária, retirando o deputado federal Carlos Gaguin como pré-candidato ao Senado. A dúvida é quem seria o substituto. Alguns apostam no nome do governador Wanderlei Barbosa, que é franco favorito na disputa ao Senado. A escolha pelo nome do governador é exatamente para tentar frear o crescimento e a visibilidade que Vicentinho vem ganhando, que, agora com a adesão de Amélio, ganhou ainda mais projeção.