Diretores de escolas municipais de Augustinópolis denunciam falta de recursos para inserir cuidadores na folha de pagamento. Cuidadores acusam subsecretária de obrigá-los a assinar documento sem ler

março 30, 2026
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Uma denúncia de diretores de escolas públicas do ensino fundamental do município de Augustinópolis mostra que o prefeito Ronivon Teodoro descumpriu promessa feita com cuidadores, não os inserindo na folga de pagamento. A notícia foi repassada pela secretária de educação, Renata Sousa, em comunicado aos diretores de escolas do município. Nesse comunicado, que nos foi repassado, a gestora da pasta afirma que o motivo seria falta de orçamento — leia-se falta de dinheiro.

O descumprimento da promessa tomou todos de surpresa e o desânimo tomou conta de todos. “Ele disse que esses cuidadores iriam entrar na folha, mas aí vem dizer que não pode, isso é triste”, disse um diretor.

Conforme o comunicado da secretária de educação, não há previsão para inserir os profissionais na folha. E a preocupação se tornou ainda maior pelo fato de a subsecretária, tê-los obrigado a assinar um documento que, segundo os cuidadores, ninguém sabe o conteúdo. “Ela veio com esse documento para a gente assinar, mostrando apenas o local da gente escrever nosso nome”, que também disse que antes de assinar tentou convencer a subsecretaria a ter acesso sobre o conteúdo do documento, mas sem êxito. “Eu tentei ver o que havia escrito lá, mas ela não deixou, ninguém sabe o que foi assinado”, afirmou.

Indagados sobre o porquê de assinar um documento às escuras, eles foram uníssonos: “A gente quer continuar a trabalhar.” O temor é de que o documento os coloque em uma situação desfavorável. Mais uma vez procuramos a prefeitura, mas outra vez fomos ignorados e não recebemos respostas.

A situação expõe o perigo de inserir todos os profissionais na folha de pagamento. Os custos aumentam e os recursos para outras que sejam essenciais reduzem. O orçamento da prefeitura é uma previsão de receita, ou seja, pode arrecadar o que foi previsto, ou não, depende do momento econômico.Medidas que não visam à austeridade fiscal podem levar o município a uma crise financeira. Hoje foram os cuidadores, amanhã, outros servidores estarão sujeitos a terem seus nomes retirados da folha.

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