Disputa para a Câmara Federal: oito vagas e doze nomes com potencial para ocupá-las

janeiro 23, 2026
7 minutos de leitura
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Há quatro vagas sobrando para representação do Tocantins na Câmara Federal. Isso porque o deputado Vicentinho Júnior é pré-candidato ao governo do Tocantins, Carlos Henrique Gaguin e Alexandre Guimarães são pré-candidatos ao Senado e o deputado Toinho Andrade irá buscar uma cadeira na ALETO — Assembleia Legislativa do Tocantins — e, com isso, novos nomes surgem com grande potencial para ocupar essas vagas deixadas por estes parlamentares.

Os quatro que irão disputar a reeleição, que são: Tiago Dimas, Ricardo Ayres, Eli Borges e Felipe Martins, têm grandes chances de ficarem na cadeira e explicarei o porquê. Oito novos nomes surgem nesse cenário com um potencial enorme para serem os ocupantes dessas quatro cadeiras que restam, são eles: Karyne Sotero, Janad Valcari, Lucas Campelo, Sandoval Cardoso, Iratã Abreu, Luana Nunes, André Luiz e Jair Farias. Alguns aí são figurinhas carimbadas na política tocantinense, como a deputada estadual Janad Valcari, o deputado estadual Jair Farias, o ex-governador e também ex-deputado estadual Sandoval Cardoso.

Os demais não são muito conhecidos do eleitor, no entanto, têm padrinhos fortes, como Iratã Abreu, que já foi vereador em Palmas e é filho da ex-senadora Kátia Abreu, Luana Nunes, que tem como madrinha sua mãe, a prefeita de Gurupi Josi Nunes, e Karyne Sotero, que tem como padrinho forte seu esposo, o atual governador do Tocantins Wanderlei Barbosa. Lucas Campelo exerce o cargo de vereador em Araguaína e tem uma família poderosa no estado, os donos do grupo Campelo, a maior rede de supermercados do estado. A disputa será acirrada e será decidida nos detalhes.

Alguns desses que irão entrar pela primeira vez na disputa pela Câmara Federal podem ser bem votados — e serão — mas podem ficar de fora por dois fatores: o primeiro é o número de vagas que não contempla a todos e o segundo é o fator quociente eleitoral e partidário. Vamos abordar o que pesa a favor e contra todos estes.

Como já dito, acredito que os quatro deputados federais que disputarão a eleição serão reeleitos e direi o porquê dessa minha crença. 

Eli Borges 

O deputado federal tem uma base forte no meio evangélico, que é um eleitorado considerável no estado, que pode decidir eleições. Não por acaso, muitos políticos buscam esses votos, porque sabem que são muitos. Acredito que não terá a mesma votação da eleição passada, mas, além do eleitorado evangélico, pesa a favor dele o mandato, que, bem usado, pode lhe render frutos. 

Felipe Martins 

A situação de Felipe Martins é a mesma de Eli Borges. Filho do ex-deputado federal e líder da igreja evangélica Assembleia de Deus Madureira, Amarildo Martins, Felipe tem uma base maior dentro do segmento, até pela autoridade que seu pai exerce nos fiéis e também tem o peso do mandato.

Tiago Dimas 

Filho do ex-prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, Tiago terá o apoio do prefeito do segundo maior colégio eleitoral do estado, Araguaína, e adjacências. O atual prefeito Wagner Rodrigues foi secretário de Ronaldo Dimas e homem de confiança da família. 

Ricardo Ayres 

Tem uma boa articulação em muitos grupos políticos, tendo sua base eleitoral em Porto Nacional, e ao nível nacional é ligado ao grupo do presidente Lula, que historicamente tem muitos votos no Tocantins. Eu costumo dizer que o Tocantins é lulista, mas não é petista. Se essa admiração do povo tocantinense pelo presidente da República for bem aproveitada por Ricardo Ayres, e eu que acho que vai, será, dentre os que buscam a reeleição, o mais votado. 

Agora vamos falar daqueles que buscam sua primeira eleição para a Câmara Federal. 

Karyne Sotero 

Em sua primeira disputa eleitoral, Karyne terá um cabo eleitoral forte, o governador do Tocantins, seu esposo Wanderlei Barbosa. É um apoio fortíssimo, pois hoje Wanderlei goza de uma popularidade que beira os 80% e pode usar essa vantagem para eleger a esposa. Como não disputará a reeleição ao governo, pois está em seu segundo mandato, não arrisca causar ciúmes e perder palanque apoiando sua esposa. Karyne tem percorrido o estado fazendo obras sociais, o que ajuda a popularizar sua imagem e lhe dá um ar mais político. Mas, apesar dessa ajuda importante, pesa contra ela a falta de experiência, que pode ser compensada pela enorme experiência de seu marido. 

Luana Nunes 

Filha da prefeita Josi Nunes, que comanda o terceiro maior colégio eleitoral do estado, Luana Nunes também terá sua primeira experiência política. De linhagem de políticos, pois também é neta da saudosa ex-deputada Dolores Nunes, Luana há anos convive no meio, apesar de sua pouca experiência na prática, pois, repito, será sua primeira experiência como candidata. Na teoria, sabe bastante e terá uma auxiliadora, sua mãe, que pode dar a ela uma votação expressiva nas urnas. Luana poderá se filiar ao União Brasil. Guarde bem essa sigla, que será o pivô de alguns desta lista não se elegerem. 

Janad Valcari 

Atualmente no PL, a deputada estadual pode estar de partida para o União Brasil, onde disputará a Câmara federal. Janad foi vereadora em Palmas, aguerrida combatente contra os desmandos da então prefeita Cínthia Ribeiro. Sua garra na Câmara Municipal lhe rendeu uma cadeira no legislativo estadual, onde também muitas vezes utilizou a tribuna para defender suas causas, assim como no tempo de vereadora. Se a tática deu certo uma vez, pode dar outra, não é mesmo? Tem uma base eleitoral forte na capital, que lhe deu a segunda colocação entre os mais votados para a ALETO — Assembleia Legislativa do Tocantins — e pretende usar esse capital eleitoral para levá-la à Câmara Federal, mas pesa contra ela a possibilidade de filiação ao União Brasil. 

Sandoval Cardoso

Político experiente já foi deputado estadual e presidente da casa, o que o fez tornar-se governador do Tocantins com a dupla renúncia do então governador Siqueira Campos e de seu vice João Oliveira. Seu curto período como governador foi marcado por muita desconfiança, o que ocasionou a falta de apoio político, perdendo a reeleição para Marcelo Miranda. O pós governo foi ainda mais turbulento. Sandoval foi acusado de crimes eleitorais, o que o deixou inelegível por oito anos. Seu retorno marca o período de renascimento de sua figura política. 

Lucas Campelo

Também do União Brasil, Lucas Campelo exerce atualmente o cargo de vereador pela cidade de Araguaína. De família tradicional na cidade, Campelo é herdeiro de um dos maiores grupos empresariais do estado. Estará experimentando sua primeira eleição estadual e tem percorrido o estado em busca de aliados, e tem conseguido alguns. Não podemos dizer que seja um novato na política, já que exerce cargo eletivo, mas sua imagem não é de conhecimento geral, fica restrita à cidade de Araguaína. Mas o anúncio de sua pré-candidatura à Câmara tem feito o Tocantins voltar os olhos para ele. 

Iratã Abreu

Filho da ex-senadora Kátia Abreu e irmão do senador Irajá Abreu, Iratã já exerceu o cargo de vereador em Palmas. Sua família de políticos é uma das vantagens de Iratã. Sua mãe, a ex-senadora, apesar de os anos na política terem lhe dado uma rejeição — o que é natural para quem está muito tempo em cargo eletivo — ainda detém um pouco de eleitores, que, aliados aos eleitores de seu irmão, o senador, e com o carisma que quem convive com Iratã diz que ele tem, pode surpreender. 

André Luiz 

Um jovem advogado da cidade de Augustinópolis, André Luiz, já conviveu bastante tempo no meio político, mas entre os bastidores, ajudando na eleição de muitos na região do Bico do Papagaio. Essa será a primeira eleição em que participa como protagonista. De visão empreendedora, André Luiz tem conquistado um eleitorado fiel, em especial entre os jovens. Além de Augustinópolis, André Luiz tem escritórios espalhados por outros municípios do estado, dentre eles Araguaína, onde adquiriu conhecimento do eleitorado e vem firmando bases não somente para seu ofício de operador do direito, mas como político com potencial para chegar à Câmara Federal.

 Jair Farias

Deputado estadual por dois mandatos, Jair Farias também foi prefeito na cidade de Sítio Novo do Tocantins por duas oportunidades. Filiado ao União Brasil, Jair Farias foi o terceiro mais bem votado na última eleição para o legislativo estadual, o que o fez pensar em concorrer a deputado federal. Jair Farias, apesar de ser do Bico do Papagaio, tem exclusivamente empreendido esforços na região central, esquecendo-se de sua região, o que, aliado ao fato de ser União do Brasil, um partido com grandes nomes, todos da região central, ou a maioria absoluta, pode fazer com que fique fora entre os eleitos. Mas é um risco que ele resolveu correr, se dará certo ou não, só o tempo dirá. Por que o União Brasil é perigoso para os pré-candidatos da sigla? Analistas políticos avaliam que o partido poderá fazer até três deputados. No momento, há três pré-candidatos, com a possibilidade de entrada da deputada estadual Janad Valcari. São eles: Luana Nunes, Jair Farias e Lucas Campelo. Se confirmada a entrada de Janad Valcari, o prejudicado poderá ser o biquense Jair Farias. Vamos analisar esse fato. Tanto Luana Nunes, Lucas Campelo quanto Janad Valcari dispõem de poderio político e financeiro e são concorrentes diretos pelo eleitorado da região central e sul, a maior do estado. A porcentagem de votos está concentrada majoritariamente nesses três nomes. Jair Farias pode ser bem votado, mas ficar de fora. O partido pode fazer até três, mas pode fazer só dois, e só vai sobreviver ali dentro quem tem cacife eleitoral e recursos financeiros. Quem você acha que desses quatro reúne esse perfil? 

1 Comment Deixe um comentário

  1. Nós aceitamos mais gente que já tiveram mandados queremos gente novas pré-candidato mas nunca assim fala os tocantinenses agora vamos mudar nosso Estado coisa boa para a comunidade tocantinense estamos de olho aberto nessas nova eleição tanto para Deputado federal como para o senado nós mas tem que saber de quem nós estamos votando essa eleição é uma coisa muito importante para todos tocantinense para que nosso Brasil não vira uma Venezuela que Deus abençoe a nossa liberdade que livre dos candidatos corruptos que E os políticos não enxerga a corrupção que que se conforme com o tanto que já ganham porque quando morre não leva nada só terra na cara se achar quem joga

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