A mídia palmense está em polvorosa com os últimos acontecimentos na política estadual que colocam a senadora Dorinha Seabra em risco em relação à sua pretensão em candidatar-se ao governo do Tocantins como a escolhida do governador Wanderlei Barbosa. O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Amélio Cayres, bateu o pé e decretou que não retrocede de sua decisão em ser candidato a governador e pode ter em suas mãos o Republicanos, partido de Wanderlei Barbosa. A ofensiva política de Amélio Cayres reforça seu nome na disputa e mantém seu grupo na ALETO coeso. Diante desse tom enfático do presidente da casa legislativa, aparecem narrativas da mídia dorinhista que têm como objetivo claro confundir a cabeça do eleitor, fazendo-o acreditar que há uma chantagem por parte de Amélio. E quais são essas narrativa?
Um site dorinhista trouxe uma manchete que insinua que Amélio Cayres não teria arquivado o pedido de impeachment contra Wanderlei para forçar, mediante ameaça, que seja o escolhido do Palácio. Mas isso não se sustenta quando revisitamos o período de afastamento do governador Wanderlei Barbosa, quando Amélio suportou a pressão de colegas parlamentares para pautar o impeachment. Se o enunciado pelo dorinhista da mídia palmense tivesse como base a verdade, já teria da parte de Wanderlei uma decisão sobre a decisão, coisa que ele afirmou que tem até as convenções, ora! Quem está sofrendo pressão de cassação iria ter essa paciência toda e já não teria cedido às ameaças? Se o enunciado fosse verdade, Wanderlei nem teria cogitado o nome de Dorinha como possível candidata sua. Mas por que dessa afirmação?
Os indícios de que Wanderlei Barbosa teria predileção por Amélio — coisa que já foi percebida antes do afastamento — se tornaram mais fortes após a reunião na chácara do governador em Paranã, e esses indícios geraram medo neles e os ataques “velados” deram início. A ojeriza da mídia palmense contra Amélio é oriunda de um preconceito contra o Bico do Papagaio. Isso já ficou explícito.
O mesmo site dorinhista, em outra manchete duvidosa, tenta passar a ideia de que Amélio teria afirmado que o governo de Wanderlei acabou. A manchete é a seguinte: “Amélio avalia sobre fim de governo para Wanderlei”. Para quem não é muito atento, não consegue perceber a capciosidade na manchete. A forma gramatical correta seria: “Amélio avalia o fim do governo Wanderlei”, indicando que seu governo está no último ano, então, prestes a ter um fim. Ao usar a preposição para em lugar da “de”, ele personalizou e deixou entendido que Wanderlei perdeu a autoridade, perdeu força no governo, o que claramente não é o contexto da fala de Amélio.
Esse jogo de palavras da mídia dorinhista não só ajuda na polarização, mas cria animosidades desnecessárias. Mas é um método para descredibilizar o presidente da Assembleia Legislativa, apelando para a alta aprovação de Wanderlei, pois, segundo eles deixam subentendido, o eleitor de Wanderlei rejeitaria o nome de Amélio ao ler essas manchetes. A batalha política não está ocorrendo somente entre os pretensos candidatos, mas também na mídia, que claramente já escolheu um lado e está usando da estratégia da sugestão mental para criar ódio a um campo político que não seja de sua preferência. Um recado a estes: deixem a política para os políticos, atenham-se apenas a informar.