Pesquisas de intenção de votos ao governo do Tocantins não trazem dados de rejeição. Porquê? As estranhezas nas pesquisas divulgadas

fevereiro 3, 2026
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A grande mídia tradicional tocantinense tem se tornado um folhetim da senadora Dorinha, forçando uma candidatura que, para os bons observadores da política tocantinense, está fadada ao fracasso. A cada pesquisa — duvidosa, diga-se de passagem — é um orgasmo múltiplo dessa mídia tradicional que faz mais o papel de um torcedor em um estádio lotado vibrando por seu time do que jornalismo de verdade. Recente pesquisa mostrou mais uma vez a imparcialidade desses veículos de comunicação — vulgo assessoria de imprensa da senadora. A pesquisa totalmente enviesada com nomes que nunca falaram que seriam candidatos ao governo, outros que já desistiram da empreitada e nomes que são declaradamente pré-candidatos e não aparece seu nome. Mas há um método por trás dessas pesquisas de intenção de voto. Uma coisa interessante que notei em todas elas é a ausência da rejeição dos pretensos candidatos. Nessa última foi do mesmo modo.

Mas por que nessas últimas pesquisas não apareceu nelas o nível de rejeição? E nessa última, em especial, aparecem nomes aleatórios? Tenho uma tese sobre isso. Em todas elas, a senadora Dorinha lidera, mas por falta dos índices de rejeição, não conseguimos medir o teto de crescimento da senadora. Então, seja por isso que a rejeição seja negligenciada, pois, apesar de estar liderando, sua rejeição está nas alturas e o teto para crescimento seja muito baixo e não querem expor tal fragilidade. Mostrar uma alta rejeição pode criar na mente do eleitor um sinal de fraqueza.

Mas já que não temos os dados de pesquisas sobre a rejeição dos postulantes ao cargo, vamos conjecturar. Hoje, Dorinha aparece na casa dos 30% e, vamos supor que a rejeição esteja dentro da casa dos 50%, então seu teto para crescimento é pequeno, quase nada em relação às pesquisas apresentadas, estagnando nos 30%, podendo chegar aos 35%. Com esse teto baixo, Dorinha seria candidata a terminar o primeiro turno em segundo lugar, a supor que os demais candidatos tenham uma rejeição menor que a dela, e, portanto, com um teto de crescimento maior. Também arrisca, com esse teto baixo, ficar fora do segundo turno. Expliquemos. Quando um candidato chegar ao teto máximo de intenção de votos, a tendência geralmente é cair, nesse caso, Dorinha poderia cair para a casa dos 20%.

Na pesquisa mais recente, foram colocados nomes como o do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira, que nunca falou que poderia ser candidato ao governo do Tocantins, nunca se ventilou essa possibilidade. Outro nome que aparece é o do senador Eduardo Gomes, que já declarou que irá lutar pela reeleição e desistiu de candidatura ao governo. Esse método é, sem sombra de dúvidas, para pulverizar os índices de demais candidatos e assim reduzir a vantagem para Dorinha. Quanto mais nomes na pesquisa, mais se pulveriza, evitando aparecer a queda vertiginosa de Dorinha em relação aos seus principais concorrentes, que são Amélio Cayres, Laurez e Vicentinho Júnior.

Se minha tese estiver certa, e a rejeição da senadora estiver nas alturas e a vantagem dela reduziu em relação aos demais, então, as chances para ficar fora do segundo turno aumentam. Falando em Vicentinho Júnior, o nome do governadoriável não aparece nessa última pesquisa, causando ainda mais estranheza. Estaria Vicentinho ameaçando as chances de haver segundo turno e uma ameaça à eleição da senadora?.

Com todas essas coisas estranhas nas pesquisas de intenção de votos para o governo do Tocantins, gera-se uma suspeita e elas caem em descrédito. Poderíamos repetir as eleições de 2022, que colocavam no início Ronaldo Dimas com 24% e o atual governador Wanderlei Barbosa com 7% e, com o passar do tempo, Ronaldo Dimas foi caindo, seja pelo teto baixo de crescimento dele ou qualquer outro fator, o que podemos ver naquela eleição foi um massacre de Wanderlei sobre Dimas. Os números que colocam a senadora na liderança podem estar corretos, mas não trazer os dados da rejeição nos tira a possibilidade de analisarmos corretamente o cenário atual e futuro. 

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  1. Seu colunista, a verdade, verdadeira, na politica do nosso estado, é que a disputa, sempre é realizada entre as facções do mesmo plano ideológico, de corruptos, ou seja, todos da direita exploradora, a negadora dos direitos sociais do povo do tocantins, criado sob a visão do Emerito Desembargador Teotônio Segurado, estado de grande riquezas, com e contraditório de dificuldades muito triste, de grande contigente da classe socio econômica de carente, acredito, que seja setenta porcento de pessoas, da classe D, mais um contigente de vou chutar, de analfabeto, de quinze porcento, fora os desvio de recursos(roubos)dos cofres públicos, comprovados, ao longo da história, praticados por esses elementos. Exemplo claro do domínio, da politica exploradora do povo, se repetindo politicamente, exemplo, foi a disputa aqui em Palmas, entre os candidatos a prefeito, ambos seguidores do Bolsonaro. Agora, os fatos tende a repetir tudo de novo. Do jeito que a coisa tá armada aí, me parece que o Lula não vai ter palanque aqui no Tocantins, que considero um fracasso para a política desenvolvimento econômico e social d para o povo tocantinense. Exemplos de atraso, as políticas públicas de infraestrutura dessa região do Jalapão ao Goiatins, estradas precarias, aí tem pobreza e não é pouca não, fora os meios de comunicação, esse lado da integração, com o estado do Mato Grosso, Rodonia, via terrestre, vc tem viajar de ônibus até Goiânia, para seguir para Porto Velho? Precisamos mudar essa ótica exploratória da direita no Tocantins. Chegou a hora de mudar o rumo dessa politica perversa do atraso, do nosso estado, temos que aproveitar este momento, esta oportunidade, de nos livrarmos de trinta e seis de exploração, desses grupos politicos q tao ai no poder, por opção nova, vamos fazer escolhas diferenciadas, que realmente, represente o esforço q o presente Lula vem fazendo para melhorar a vida do povo brasileiro, bem como de modo especial, a vida do povo tocantinense. Obrigado.

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