Praia Norte: comprovantes no Portal da transparência comprovam pagamento de terreno. Prefeitura abrirá Boletim de Ocorrência contra mulher que se dizia dona

janeiro 9, 2026
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Um áudio vazado por uma ex-moradora de Praia Norte tem causado grandes transtornos no município. No áudio, ela acusa a prefeitura de se apropriar indevidamente de um terreno no centro de Praia Norte, que está sendo usado para ampliação do cemitério local. No áudio, ela diz para moradores retirarem os corpos de seus entes queridos, que o terreno era dela e que a prefeitura não teria pago. Mas procuramos saber da verdade dos fatos.

Documentos aos quais tivemos acesso dão conta de que o contrato de compra e venda foi firmado entre a prefeitura e os irmãos da mulher, Rodoval e Roginaldo Queiroz, representantes legais da família. No portal da transparência, também encontramos transferências relativas ao pagamento do terreno em questão. Segundo as informações do portal, foi paga em nome de Rodoval e Roginaldo a quantia de R$ 45.000,00, por dois lotes, um de 814,04 M² e outro de 1223,36 M². A prefeitura de Praia Norte está preparando uma nota para pronunciar-se sobre o ocorrido, e um Boletim de Ocorrência será aberto e a mulher, que se dizia dona do terreno, será responsabilizada judicialmente. 

Entenda o caso

Procuramos o secretário de administração do município de Praia Norte, Clodomir Pereira de Melo, que afirmou que a compra do terreno foi feita dentro da legalidade e paga conforme o combinado. Segundo Clodomir, essa mulher, por nome Luciana Rodrigues de Queiroz, irmã de Rodoval Rodrigues de Queiroz e Roginaldo Rodrigues de Queiroz, tratou sobre a venda dos lotes no ano de 2022. Inicialmente, foi pedido R$ 200 mil, mas, conforme Clodomir, achou o valor alto e depois descobriu-se que uma parte da área estava muito próxima à área da Marinha, o que impossibilitava a negociação de todo o lote naquele momento, pois, devido ao risco de alagamento, as obras ficariam inviabilizadas. Segundo Clodomir, a área era de herança e não tinha documento, apenas a certidão de compra e venda.

Passados dois anos, Luciana, que não se encontrava mais na cidade, confiou aos irmãos, Rodoval e Roginaldo, representantes legais da família, a negociação da área. Após autorização da Câmara, o negócio foi fechado, que, segundo Clodomir, foi autorizado por quase todos os herdeiros, faltando apenas Luciana e alguns outros, que não se encontravam na cidade, mas que deram autorização aos irmãos para o fechamento da negociação. O BO será aberto na delegacia de Praia Norte.

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