A senadora Dorinha não entendeu — não quer entender — que sua eleição ao Senado se deu mais por demérito de Kátia Abreu, que na época sofria com uma alta rejeição, que a impossibilitou de ter uma reeleição, que por mérito dela. Dorinha foi eleita não porque o povo a queria, mas porque não queriam Kátia Abreu. Se as eleições daquele ano estivessem sendo conduzidas no contexto atual, Kátia seria reeleita. Hoje, a atual senadora quer lançar seu nome ao governo do Tocantins, mas não goza da simpatia da maioria da classe política do estado e isso está sendo demonstrado pela insatisfação dos deputados estaduais, que acusam Dorinha de não manter diálogo com os mesmos. A rejeição que era de Kátia Abreu hoje é de Dorinha.
Além da alta rejeição política e popular, Dorinha traz consigo os tempos em que teve a oportunidade de ser gestora, e que foi decepcionante. Durante o governo de Marcelo Miranda, Dorinha foi gestora da pasta da educação, período marcado por várias acusações e condenações, ficando a pergunta: como poderia governar o estado do Tocantins se não conseguiu gerir uma secretaria? Voltando ao atual cenário e ao desenho político vigente.
Hoje, Dorinha depende de um anúncio do governador Wanderlei Barbosa para ganhar um pouco de expressão política que possa dar-lhe condições de concorrer, no entanto, esse anúncio não veio e, pelo que se sabe, não virá. O governador Wanderlei tem uma predileção por Amélio Cayres, presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, que não retirou sua pré-candidatura ao governo. Nossas fontes declaram que o anúncio do apoio de Wanderlei a Amélio Cayres acontecerá em abril. Os meses antecedentes serão para preparar a base para o anúncio.
Wanderlei talvez não seja candidato ao senado, devido à sua situação com o vice. Quem serão os seus candidatos ao Senado? Há uma expectativa de que Gaguin deixe o União Brasil e se filie ao Republicanos. Acontecendo isso, teríamos uma composta assim: Amélio, candidato ao governo, Gaguin e Eduardo Gomes, candidatos ao senado.
Dorinha tem a segurança de mais quatro anos no Senado. Serão quatro anos para ela recalcular a rota, rever erros e consertá-los para não ficar sem mandato num futuro próximo.