Caos na saúde: governo do Tocantins é condenado a pagar R$ 350 mil por mortes de uma criança e um idoso em hospitais regionais

maio 23, 2026
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O sistema de saúde do estado do Tocantins está se colapsando. Em uma semana, o estado foi condenado a pagar R$ 350 mil em indenizações por morte de pacientes nas unidades de saúde por negligência do próprio estado. As mortes são de uma criança e de um idoso. Os casos, infelizmente, não são isolados e refletem a má gestão do governo Wanderlei Barbosa na área. R$ 100 mil por danos morais à família de um idoso que morreu em decorrência de falhas no atendimento médico na rede pública de saúde. No caso do idoso, ele sofreu uma queda da própria altura e recebeu atendimento no Hospital Regional de Araguaína, ocasionando um traumatismo craniano. O quadro foi piorando, evoluindo para uma infecção generalizada, pneumonia e infecção urinária que resultaram em sua morte.

O governo estadual tentou justificar a morte do idoso alegando não ter havido falha nos serviços de saúde, no entanto, uma perícia técnica realizada por um médico especialista em infectologia identificou condutas inadequadas e sucessivas na unidade hospitalar. Segundo a perícia, cinco falhas principais contribuíram para a morte do paciente. O juiz fixou o valor da indenização por danos morais em R$ 100.000,00, ao considerar a gravidade do caso e as condições de saúde prévias do idoso. 

O outro caso que demonstra o caos da saúde pública do Tocantins é o do bebê Noah, que deu entrada no hospital de referência de Alvorada com fortes dores e choro intenso, mas foi liberado com diagnóstico inicial de gases e foi liberado após medicação paliativa. Poucas horas depois, já com agravamento do quadro clínico e sinais de insuficiência respiratória, a família retornou à unidade de saúde em busca de novo atendimento.

De acordo com o promotor de Justiça André Felipe Santos Coelho, ficou comprovado que houve falhas graves durante o atendimento prestado à criança, incluindo demora na oferta de oxigênio e ausência de investigação diagnóstica adequada. Aliado a isso, houve a inexistência de ambulância para transferir a criança para a unidade de Gurupi. O estado foi condenado a pagar R$ 250 mil para os pais de Noah. 

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