‘A emenda saiu pior que o soneto’. O governador Wanderlei Barbosa tentou amenizar o climão entre ele e o deputado federal Eli Borges, pré-candidato a senador do Republicanos — dando ênfase para o “pré-candidato do Republicanos” — gerado por sua declaração de apoio ao também deputado federal e pré-candidato ao senado Carlos Gaguin, isso porque Wanderlei Barbosa preside o Republicanos e naturalmente deveria apoiar incondicionalmente Eli, no entanto, sua declaração pública foi para o pré-candidato do União Brasil, de Dorinha, que tem dado as cartas e direcionado o governador para onde quer, inclusive, em relação a quem ele deve ou não apoiar.
Em entrevista, ao lado do deputado Eli Borges, e mostrando um certo desconforto, talvez por não ter forças para ajudar o amigo, Wanderlei Barbosa disse: “Eli é o candidato do Republicanos”, diferentemente de sua fala em relação a Gaguin, onde ele diz explicitamente “Quero deixar esse meu apoio ao amigo Gaguin”, viu a diferença? Enquanto o pré-candidato do partido em que preside é apenas do partido, sua predileção pessoal, seu apoio como governador é de Gaguin.
Não é de hoje que Wanderlei Barbosa tem trabalhado contra o próprio partido, tudo começou após seu afastamento e retorno. Dorinha chegou com a chapa completa, não dando espaço para Wanderlei fazer indicação ao senado e, o que se vê, também não está tendo vida fácil para indicar um vice. Dorinha chegou, controlou tudo, até as vontades de Wanderlei. O caso de Eli Borges expõe claramente que Wanderlei perdeu o domínio e a transição de poder no grupo palaciano já foi concluída. Wanderlei se tornou apenas aquele boneco bonitinho utilizado para atrair crianças desavisadas para quem controla esse boneco.
Wanderlei tentou acalmar Eli, mas só deixou mais óbvio que Eli entrou em uma frigideira e está sendo fritado pelo grupo de Dorinha, com o olhar conivente do presidente regional de seu partido. Eli, o pastor, não conseguiu ainda ver essa maldade? Ainda não percebeu que está sendo colocado em terceiro ou quarto plano? Ou já percebeu, mas tem uma fé inabalável em Deus que o faz confiar que o “laço do passarinheiro” não tem poder contra ele?