Com o retorno da prefeita Bruna Gabrielly ao comando da prefeitura de Praia Norte, a ordem democrática é restabelecida, mesmo contra a vontade dos conspiradores, que chegaram ao poder à revelia da vontade popular.
Mas essa empreitada golpista não teve a participação somente de líderes praianortenses, mas também de outras cidades, inclusive da capital, Palmas. O prefeito interino, na esperança da continuidade do golpe, frustrou-se quando a decisão judicial foi favorável à prefeita, não prorrogando o afastamento. Aliás, essa não prorrogação do afastamento é um atestado de inocência, pois o afastamento seria para colher mais provas, e não encontrando nenhum indício de culpa, a prorrogação do afastamento se tornaria nula.
E um dos grandes indícios da inocência de Bruna Gabrielly é o fato de a empresa que motivou o seu afastamento estar no nome de uma namorada do prefeito interino, que, em uma entrevista a um site araguainense, confessou não saber que era a dona da empresa, levando a crer que a empresa é do prefeito interino, que sua namorada estaria sendo utilizada como laranja e os supostos desvios por essa empresa poderiam estar indo para quem assumiu o comando após o afastamento e não para a prefeita.
A vontade popular deve ser respeitada, e foi. Bruna Gabrielly comentou sobre seu retorno. Para ela, a justiça foi feita e que irá cumprir seu papel como chefe do executivo, cargo que o povo lhe conferiu nas urnas. “A justiça foi feita. Sempre acreditei na seriedade de nosso sistema de justiça. Agora retornar ao cargo que o povo me deu nas urnas”, disse.