A senadora e governadoriável professora Dorinha se irritou ao ser questionada por um jornalista do programa Brasil da Gente, do estado de Goiás, sobre o uso de uma aeronave de uma empresa investigada no Maranhão por fraude à licitação. Com ar áspero, a senadora se resumiu apenas a uma frase: “não vou tratar desse tema”. Antes da resposta atravessada, a professora Dorinha teria afirmado que tinha sido apenas uma carona, o que foi devidamente desmentido pelo jornalista, que mostrou que a aeronave saiu de Palmas com Dorinha para Lizarda e voltou de Lizarda para Palmas com Dorinha, o que torna a versão da senadora da carona uma farsa e caracteriza um fretamento.
A irritação de Dorinha acerca da pergunta sobre o avião da empresa investigada fala muito. Não é apenas um fretamento comum, ou um empréstimo feito por um amigo, trata-se de um suposto acordo entre a senadora e os donos do avião em eventual governo de Dorinha, o que precisa ser investigado. Vale aqui ressaltar que o crime do qual a empresa é investigada também foi motivo de uma condenação de Dorinha, que depois essa condenação foi revista pelo STF.
A sociedade tocantinense espera muito mais que uma resposta atravessada e mal-educada, quer saber quais são as reais intenções do grupo maranhense em emprestar uma aeronave para uma candidata ao governo de outro estado, no caso, a candidata Dorinha, no Tocantins. O “não vou tratar desse tema” de Dorinha mostra que ela não tem compromisso com a transparência, deixando dúvidas e um espaço enorme para várias interpretações.