O Ministério Público do Tocantins e a Defensoria Pública do Estado do Tocantins entraram com pedido de bloqueio de R$ 12,5 milhões das contas do Estado para custear 904 cirurgias de crianças e adolescentes. Os órgãos entendem que o Estado falha no atendimento nas áreas de neurocirurgia, cirurgia geral pediátrica e urologia pediátrica.
No pedido, o MP e DPE apresentam dados que incluem 121 neurocirurgias pediátricas e 783 procedimentos classificados como cirurgias pediátricas e urológicas, entre eles hernioplastias e postectomias. O cálculo do valor solicitado levou em consideração parâmetros técnicos utilizados pela saúde suplementar, incluindo tabelas da Agência Nacional de Saúde Suplementar e da Associação Médica Brasileira. No pedido também está a contratação da rede privada para absorver parte da demanda reprimida.
A crise da assistência pediátrica já vinha sendo acompanhada após inspeções realizadas no Hospital Geral de Palmas, onde foram relatadas dificuldades em consultas especializadas e demora no acesso a tratamentos em áreas como neurologia, gastroenterologia e nefrologia, que levam anos.